05.08.2015 | Laguna Carapã adere à paralisação das Prefeituras em MS

Prefeituras de MS fecham as portas no dia 10 de agosto em manifestação contra crise que os municípios enfrentam por causa da situação econômica e política do país

 

No dia 10 de agosto, as 79 Prefeituras de Mato Grosso do Sul vão fechar as portas durante um grande ato de manifestação contra a crise financeira que os municípios enfrentam por causa da situação econômica e política do país. Os prefeitos pretendem lançar uma campanha de esclarecimento à população durante movimento municipalista marcado para as 8 horas no estacionamento da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) em Campo Grande.


A data do movimento foi definida durante reunião ocorrida no dia 22 de agosto no plenário da Assomasul. Na ocasião, participaram além dos prefeitos que integram a diretoria da associação, assessores de imprensa e publicitários. A finalidade é encontrar uma fórmula de driblar a crise e traçar uma estratégia para transmitir à população qual a responsabilidade de cada poder. Após o dia da manifestação, os prefeitos darão sequencia à campanha de esclarecimento, distribuindo cartazes, panfletos e concedendo entrevistas à imprensa em suas regiões.


O prefeito Itamar Biblibio publicou decreto confirmando a participação de Laguna Carapã na manifestação. Segundo o decreto 154/2015, fica declarado ponto facultativo no dia 10 de agosto, considerando que, em todo o território do Estado do Mato Grosso do Sul os municípios resolveram manifestar em busca de soluções para a crise financeira que padecem os municípios brasileiros. As atividades serão retomadas no dia 11 de agosto. Permanecerão em atividades normais os setores considerados essenciais que por sua natureza seja impedida sua paralisação.

 

Segundo Itamar o objetivo é mostrar à população que no momento o município tem enfrentado queda na receita devido a diminuição dos repasses do governo federal, “os gestores municipais querem mostrar que não são os únicos responsáveis pelas crises financeiras nas prefeituras, é importante que a população saiba quais as obrigações constitucionais de cada um, governo federal, estadual e municípios, estamos fazendo a nossa parte, até mesmo além do que é exigido em lei, para compensar o déficit dos repasses do governo federal, o que está onerando os cofres públicos”, explicou o prefeito.

 

 

O estado do Mato Grosso do Sul não é o único a paralisar as prefeituras, em Minas Gerais os gestores também estão se organizando para fecharem as portas das prefeituras no dia 24 de agosto, no Ceará o movimento foi realizado no dia 31 de julho.