04.11.2015 | Prefeito de Laguna Carapã reduz próprio salário, de vice e secretários

Decisão começou a vigorar desde o dia 1º de novembro
Redução dos salários chega a 50%.

 

O prefeito do município de Laguna Carapã, Itamar Bilibio, assinou um decreto que reduz em 50% o próprio salário, o do vice-prefeito e dos secretários municipais. A decisão entrou em vigor desde o dia 1º de novembro. Segundo o gestor, a crise financeira atual pela qual passa o país exigiu que uma medida emergencial fosse adotada.

 

De acordo com o prefeito, os repasses federais vêm caindo mês a mês, dificultando a manutenção das contas do município. “Os repasses caíram muito, mas não foi só isso, com o aumento do preço do combustível, energia, inflação, os custos aumentam, fica difícil imaginar que quando deveríamos ter um incremento, houve um declínio e as contas não fecham, enfim tudo está mais caro, e o município está recebendo menos e não só o FPM, mas os demais recursos também caíram, as demandas continuam as mesmas ou até maiores e os recursos só diminuem, e é por esses motivos que estamos tomando algumas providências”, disse o Gestor.

 

Segundo o prefeito, medidas de cortes de gratificações, diárias, horas extras e demissões, já vinham sendo tomadas para equilibrar as contas, porém essas medidas não foram suficientes, pois a arrecadação continuou caindo, dessa forma após uma reunião com todos os secretários municipais optou-se pelo corte de 50% nos próprios salários além de algumas demissões no quadro de funcionários, “Espero a compreensão de todos os agentes participantes nessas medidas, pois são medidas temporárias até que nossos recursos reajam de forma a retornarmos a normalidade”, ressaltou Itamar.

 

Crise

O prefeito disse que antes de tomar a decisão, procurou outras formas de solucionar a crise enfrentada pelo município. “A situação do país, incluindo as três esferas, federal, estadual e municipal nos induziu a isso. O País atravessa uma crise econômica, não é difícil deduzir, que nós, primos pobres da federação, teremos que cortar os gastos para viabilizar a administração municipal”, lamentou.

 

O Quadro de crise afeta a maioria dos municípios brasileiros. Segundo cálculos da Assomasul (Associação dos Municípios do Mato Grosso do Sul), em declínio desde o mês de maio, o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) precisa crescer 31% em novembro para que os prefeitos possam cobrir todo o prejuízo acumulado até o momento.

 

 

De acordo com Prefeito Itamar, as medidas de economia já adotadas anteriormente garantiram à Prefeitura manter o salário dos funcionários em dia e pagar a primeira parcela do décimo terceiro salário, enquanto outros municípios estão com salários atrasados e não tem previsão para o pagamento do décimo terceiros dos funcionários.